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domingo, 23 de novembro de 2014

Açude do Camorim - Rio de Janeiro/RJ




O Açude do Camorim fica localizado no Parque Estadual da Pedra Branca, no Rio de Janeiro/RJ, e seu principal acesso se dá pelo Núcleo Camorim, localizado no Bairro de Jacarepaguá.






O núcleo Camorim, situado à Estrada do Camorim, n° 2.118, conta com uma edificação que abriga a subsede e um espaço de cloração de água (captada na represa ao lado, onde o banho, por esta razão, não é permitido) operada pela CEDAE, ambos inaugurados em 2002.



O Parque Estadual da Pedra Branca (PEPB) protege uma exuberante floresta localizada na Zona Oeste do Município do Rio de Janeiro. Abrange 17 bairros (Jacarepaguá, Taquara, Camorim, Vargem Pequena, Vargem Grande, Recreio dos Bandeirantes, a leste; Grumari, ao sul; Padre Miguel, Bangu, Senador Camará, Jardim Sulacap, Realengo, Santíssimo, Campo Grande, Senador Vasconcelos, ao norte; Guaratiba e Barra de Guaratiba, a oeste). As matas e os mananciais hídricos encontrados dentro dos limites dessa área protegida ajudam a amenizar o clima da região, conhecida pelo forte calor, principalmente na vertente norte, melhorando a qualidade de vida dos moradores do entorno.

Entrada do Núcleo Camorim do Parque Estadual da Pedra Branca


Açude do Camorim.


O Açude do Camorim fica dentro da exuberante floresta, em uma bacia hidrográfica formada pelas Serras do Quilombo, do Nogueira e do Sacarrão. Com área de 210 mil m3 e profundidade de 18 m, 436 m acima do nível do mar, tem cerca de um quarto do tamanho da Lagoa Rodrigo de Freitas. Um dos mais belos recantos da cidade, este açude não é natural: foi planejado pelo engenheiro Sampaio Corrêa e construído por outro engenheiro, Henrique de Novaes, em 1908.



ATENÇÃO: Não é permitido o banho na Cachoeira do Camorim e no açude.



A principal trilha para o açude começa no Núcleo Camorim, logo após o portão do parque. Entrar na primeira trilha à esquerda, onde há uma placa indicando a entrada para chegar ao açude.

Mapa da trilha. Fonte: INEA


No primeiro trecho, a trilha para o açude segue em aclive, fazendo um leve zigue-zague em uma mata fechada e bem preservada; evite as bifurcações, mantendo-se sempre na trilha principal. No início, o caminho passa por uma pequena gruta, logo depois por um mirante com vista para a Zona Oeste da cidade (atualmente um pouco fechado), e depois cruza ruínas históricas e muros de pedra, que contam um pouco da história da construção da represa.

Após 1 km de caminhada, pode-se observar um acesso à esquerda para uma trilha larga; esse ponto é de conexão com a trilha de quem veio para o açude começando por Vargem Pequena.

Conexão entre trilhas, mantenha a direita.


Um pouco depois da metade do caminho, após cerca de 2 km do núcleo, fica o acesso para a Cachoeira do Camorim, uma das mais belas do parque.

Desvio para a Cachoeira

O acesso para a cachoeira fica à direita da trilha principal, em uma forte descida, fácil de identificar pelo característico som da água caindo nas pedras

Entrada da Cachoeira

Cachoeira do Camorim


A partir da entrada da trilha para a cachoeira, continuar sempre pelo principal caminho que segue em aclive um pouco mais suave até chegar ao açude, onde se segue pela  trilha que acompanha as margens, pela direita, até chegar à ponta do açude, em seu melhor mirante.

Borboleta. Riqueza da Fauna na região.

Borboleta Camuflada entre as folhas.

A Tr



Próximo às margens, há uma pedra que vira uma pequena ilha quando as águas estão baixas, um ótimo local para apreciar toda a beleza à volta. Nesse mesmo trecho existem outras ruínas históricas, muros de pedra e escombros da represa original, além de uma torre caída.

Nosso destino, o Açude do Camorim.


Vista do Açude.



Um bom lugar pra relaxar....

Mais uma espécie de Borboleta.

A rica Fauna da região.

Ruínas Históricas

Escombros da Represa original.

Borboleta.

Mais borboleta

Circuito das Águas.



Uma boa opção antes ou depois de fazer a trilha é visitar a infraestrutura de captação, tratamento e distribuição de água da CEDAE, conhecer uma bela cachoeira, uma escada hidráulica, canais para o transporte de água e tanques de decantação utilizados na purificação da água que é distribuída para os bairros próximos.













A história da região remonta ao final do século XVI (Vide “A Origem e a Evolução das Trilhas do PEPB”). No Núcleo Camorim, encontramos uma antiga estação da CEDAE, que trata as águas que vertem do açude. Esta estação foi construída  em 1912 e é um marco da engenharia hidráulica no local. Em 1817, havia uma crise de abastecimento na cidade e por este motivo o governo imperial mandou procurar mananciais nos maciços da cidade, sendo o Camorim um dos primeiros a serem descobertos. A construção, planejada por Sampaio Corrêa e conduzida por Henrique de Novaes, terminou em 1908. Até hoje o açude abastece uma parte da região e se transformou em um de seus recantos mais bonitos e bucólicos.














 





Obs.: O texto acima é uma adaptação do texto existente na publicação "Trilhas Parque Estadual da Pedra Branca", editado pelo Instituto Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro - INEA.

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